Informação Sumária

 

Padroeira: Santa Maria/N. Sra. da Expectação.
Habitantes: 1.056 habitantes (I.N.E.2011) e 1.019 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais:Agricultura, pecuária, construção civil, transformação de madeira e pequeno comércio.
Tradições festivas:Senhor da Boa Nova (Pascoela), S. Brás (2 de Fevereiro), Senhora do Emigrante e Santo António.
Valores patrimoniais e aspectos turísticos: Os Pratos da Senhora, igreja paroquial e cruzeiro, Capela da Boa Nova, Lugar do Bugio, monte da Boa Nova, quintas da Gandra e da Casa Nova.

Colectividades: Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Rebordões – Santa Maria e Associação Cultural Recreativa e Desportiva de S. Brás.

 

Resenha Histórica

 

Situada próximo da margem esquerda do rio Lima, a freguesia de Rebordões (Santa Maria) dista cerca de sete quilómetros da sede do concelho.

Trata-se de uma povoação muito antiga. Na serra da Nó, nos limites da freguesia, foram encontrados vestígios de edifícios de épocas remotas. Dizem uns que são os restos de uma fortaleza romana; outros sustentam que são ruínas de um mosteiro de monges bentos.
A este mesmo monte chamaram também serra de Rebordões, e D. Ordonho H, rei de Oviedo e Leão, e sua mulher, D. Elvira, na doação que fizeram da Correlhã a Santiago de Compostela, em 914, dão-lhe o nome de monte Nahor ou Mayor.
O  abade beneditino de S. Romão de Neiva apresentava o vigário, que tinha setenta mil réis e pé-de-altar.
Santa Maria de Rebordões fez parte, juntamente com a antigamente denominada freguesia de S. Salvador do Souto de Rebordões, do velho concelho de Souto de Rebordões, instalado entre os termos da vila de Ponte de Lima, a freguesia da Correlhã e os coutos de Queijada, Cabaços e Feitosa.
O concelho era da Coroa até ao tempo do rei D. Dinis.
Este monarca o deu, pelos anos de 1310, a seu filho bastardo, D. Afonso Sanches (o de Vila do Conde), e este vendeu o senhorio a Gil Afonso de Magalhães, senhor da casa de Magalhães, terra da Nóbrega, Morrilhões e Fonte Arcada, que tomou o título de donatário deste concelho e o possuiu e, depois, os seus descendentes, até que acabaram os senhores donatários.
Rendia este senhorio aos seus donatários trinta e três mil réis anuais, que a Câmara do concelho recebia do povo e entregava ao senhor.
Por ser formado somente por estas duas freguesias é que muitos lhe deram o título de souto.
Era, no entanto, um povoado importante nos princípios da nacionalidade, e por isso nada menos do que sete forais foram concedidos a este pequeno concelho: o primeiro, sem data, por D. Afonso Henriques, que seu neto, D. Afonso II, viria mais tarde a confirmar em Santarém, a 3 de Fevereiro de 1218; o segundo, dado por D. Sancho 1, em 1196, o terceiro, pelo mesmo soberano, em Agosto de 1207, datado de Correlhã; o quarto, assinado por D. Afonso III, quando ainda regente, em Março de 1247; o quinto, pelo mesmo monarca, em Guimarães, a 27 de Maio de 1258; o sexto, também por D. Afonso III, em Leiria, a 8 de Março de 1268; e o sétimo, dado ainda por D. Afonso III, em Lisboa, a 16 de Setembro de 1270.
Todos os forais subsequentes confirmavam os antecedentes, aumentando-lhes os privilégios.

 

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.
258 749 451
jf.rebordoes.sta.maria@gmail.com
 
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